
Faço todos os dias o mesmo caminho, os meus pés já o sabem de cor.
Saí de casa às 8h00, bati a porta devagar, para não acordar ninguém.
Desci as escadas com pressa e foi a mesma monotonia de sempre.
Olhei e vi um gato, era felpudo, branco como a neve, tinha um ar triste, talvez fosse vadio, continui o meu caminho mas sempre com a imgaem daquele pobre gato na minha mente.
Ao chegar à curva apressei o passo e espanto meu, vi um senhor a mexer no lixo, tinha um aspecto sombrio, calças pretas, t-shirt branca já quase cinzenta.
Tinha um cabelo ondulado grande, uma barba rigida e enorme já nao conseguia ver o resto da face.
Fiquei triste e sentida com o que vi, tanta gente necessitada e eu com uma sande e iogurte na mão.
Serei eu um dos culpados ou dos desapercebidos que ignora, fingindo que não vê, tanta pobreza? Tudo aquilo deprimiu a minha alma, mas continuei, estava a trasada!
Parei mais à frente, vi uma mulher com uma cara um pouco degradada, magra, notava-se os ossos de tanto olhar para ela. Parei completamente, ela dirigiu-se a mim e pediu-me dinheiro. Eu negei, não tinha, se tivesse também não lhe dava, de certeza que era para drogas. Mas, eu pensei, estou com um cigarro na mão, isto também não é uma droga?
Que perdida que estou, já não sei o que pensar é melhor continuar o meu caminho.
Cheguei á escola, já tinha tocado, estava atrasada, bati à porta, pedi desculpas e entrei.
Semtei-me e concluiu que o caminho de hoje fora diferente do normal.

