quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Palavras estranhas


Estava na janela a admirar aquela noite tão límpida, aquele ar do campo tão puro; na cidade jamais viria algo assim.
Na minha direcção ou talvez pura imaginação vi uma estrela fulgurante; tamanho brilho chamou a minha atenção.
Saí do quarto e dirigi-me aquela charneca de dimensão inefável. À minha frente encontrava-se um arvoredo tremendo, decidi preteri-lo, e visualizar a sua beleza escondida, e para meu espanto vi uma augueira, com águas tão claras como a minha pele, tão limpas como o céu numa noite de Verão. Logo me apercebi que aquilo não era um juncal, como a minha avó um dia me disse, era um belo lodaçal onde cresciam limeiras. Sim, é impossível acreditar a sua existência num lugar com tanto lodo, talvez fosse o unico sitío do mundo onde pudessemos ver tal coisa!
Lodaçal ou chapaçal como sempre se ouve no campo, era um sitio onde pouca gente tinha coragem de permanecer. Costumava-se dizer que a mãe Natureza não gostava de tal invasão e como castigo sofreríamos uma tempestade torrencial.
Prescendi de toda aquela beleza e dirigi-me novamente ao meu quarto. Na minha chegada, já a minha mente ia a verrumar sobre todos os acontecimentos.
Deitei-me na almofada de todas as noites, que usada já tinha o formato da minha cabeça, tal encaixe era perfeito.
Acordei com o som dos carros e crianças aos gritos e tristemente pensei que tinha sido um belo sonho apenas.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Behind Brown Eyes


1993 um novo ser viu a luz do dia,
Sem demoras sentiu
Que talvez tivesse um sentido
Que a sua nascença havia sendo o destino



Causou discussão, morte e ferido
Mas ninguém sentiu o seu coração partido
Entrou em revolta, sem escolha,
Viu o mundo à sua volta, dentro de uma bolha,



Entre 4 paredes assistiu à morte
De alguém que nunca viu, sem o conhecer
Nao havia nada a perder, apenas sofrer
e acreditar que o passado se pode alterar.



Cresceu, com criticas e a acusações,
Andou na rua a matar corações
Sentou-se no lápide, de làgrima a chegar
Pensou que o seu destino nao iria mudar.



O sistema falhou,
O assassino foi libertado
e o inocente encurralado
na vida que lhe escapou!

sábado, 10 de julho de 2010

Descrição



Faço todos os dias o mesmo caminho, os meus pés já o sabem de cor.
Saí de casa às 8h00, bati a porta devagar, para não acordar ninguém.
Desci as escadas com pressa e foi a mesma monotonia de sempre.
Olhei e vi um gato, era felpudo, branco como a neve, tinha um ar triste, talvez fosse vadio, continui o meu caminho mas sempre com a imgaem daquele pobre gato na minha mente.
Ao chegar à curva apressei o passo e espanto meu, vi um senhor a mexer no lixo, tinha um aspecto sombrio, calças pretas, t-shirt branca já quase cinzenta.
Tinha um cabelo ondulado grande, uma barba rigida e enorme já nao conseguia ver o resto da face.
Fiquei triste e sentida com o que vi, tanta gente necessitada e eu com uma sande e iogurte na mão.
Serei eu um dos culpados ou dos desapercebidos que ignora, fingindo que não vê, tanta pobreza? Tudo aquilo deprimiu a minha alma, mas continuei, estava a trasada!
Parei mais à frente, vi uma mulher com uma cara um pouco degradada, magra, notava-se os ossos de tanto olhar para ela. Parei completamente, ela dirigiu-se a mim e pediu-me dinheiro. Eu negei, não tinha, se tivesse também não lhe dava, de certeza que era para drogas. Mas, eu pensei, estou com um cigarro na mão, isto também não é uma droga?
Que perdida que estou, já não sei o que pensar é melhor continuar o meu caminho.
Cheguei á escola, já tinha tocado, estava atrasada, bati à porta, pedi desculpas e entrei.
Semtei-me e concluiu que o caminho de hoje fora diferente do normal.

Clandestino


Estou cansada desta vida de amargura, que retira o meu prazer de escrever e até mesmo de viver.
A juventude foi embora e com ela levou a minha beleza, fresca e glamorosa, inocene ou apenas uma criança. Estou num beco, presa a um destino traiçoeiro que me arrasta para as trevas e leva-me sem piedade, estou amarrada a um passado que visita a minha memória sem pudor.
Hoje acordei, aliás nem dormi, vi o sl nascer e fui ao meu caminho, encontrei-me na rua, a chorar angustiada.
Gritei e gritei bem alto, todo o mundo ouviu.
Pedi e peço para me levarem de uma ve, que faço eu aqui? Ver as mesmas coisas de sempre? Ser tudo igual?
Nao, desculpem mas eu não aceito essa rotina.
Sair do meu quarto e ver sempre a minha cama feita, vistosa e à minha espera, à frente dela um aquário com aquele peixe laranja que tanto gosto, ao lado a televisão e uma janela grande que já levou tanto com o meu peso e com o cheiro dos cigarros.
Não, perdoem-me mas eu não quero mais ver isto, não quero ter essa vida de prisioneira que todos têm e hoje estou aqui a morrer ainda a pensas nisso.
Tira-me esta dor, tira-me.
Não te vou perdoar, esses olhos claros e essa barba rigida que hoje são a minha imagem, levam-me a culpar-te a ti!

Sim tu mesmo Pai!

sexta-feira, 9 de julho de 2010


Este pecado imortal leva-me à loucura.
Procuro a cura, o antídoto, é um veneno que se apoderou de mim.
Leva-me a outro mundo, a outra realidade para além desta, oh veneno sem cura!
Alguém aí em cima me ouve chamar?!
Existe mesmo esse alguém que todos chamam e aclamão ajuda?!
Porquê que acordo e olho todos os dias para esta realidade.
Que mundo é este, que realidade é esta que nos tem transformado.
Qual a origem disto tudo? Foi esse dito alguém que criou ou simplesmente obra da mãe natureza?
Vá diz-me....
Construído pelo Homem mas também devastado por ele.
A cada 10 segundos morre um desgraço e nasce alguém num berço apodrecido.
A ganância, a lucuria apoderou-se do criador, que teima sem pudo destruir o que construiu.
Se esta é a realidade, então nao necessitarei de antídoto, viverei, sobrevivendo noutra realidade!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

So beautiful


A verdadeira amizade nunca se esquece, ultrapassa tudo , e sobretudo vive tudo !
A nossa nunca acabou , apenas esteve perdida nas terras do nunca que tanto sonhamos juntas!
Hoje digo-te que dizer que te amo é pouco , dizer que és do meu sangue não chega!
Mas sabes hoje digo que tudo o que foste continuas a sê-lo!



quarta-feira, 5 de maio de 2010

?




E nós queixámo-nos de quê ?